Rivalidade extrapola o campo e chega à administração dos estádios
Palmeiras – Em entrevista recente ao podcast oficial do clube, a presidente Leila Pereira colocou mais lenha na fogueira da maior rivalidade do futebol brasileiro ao questionar a sociedade entre Flamengo e Fluminense na concessão do Maracanã e, de quebra, responder a provocações do dirigente rubro-negro Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
- Em resumo: Leila sugere conflito de interesses na parceria Fla-Flu e cita alteração de clássico como exemplo.
- Vale destacar: Dirigente rebate Bap sobre empréstimo da Crefisa ao Vasco e nega qualquer plano de comprar a SAF cruz-maltina.
“Conflito de interesses?”: a pergunta que incendiou o debate
Durante o bate-papo, a mandatária palmeirense questionou se dois clubes que disputam as mesmas competições podem, ao mesmo tempo, dividir a administração de um estádio histórico como o Maracanã – concessão renovada por Flamengo e Fluminense junto ao governo do Rio. O tema já vinha gerando desconforto nos bastidores e ganhou novo impulso com o recente adiamento do Fla-Flu, autorizado pela CBF após o Rubro-Negro voltar da Libertadores, fato que Leila classificou como “estranho” em tempos de calendário apertado. Em meio a esse cenário, portais como o ge.globo.com destacam o peso político que a arena carioca exerce no futebol nacional.
“Dois clubes serem sócios no Maracanã, jogando o mesmo campeonato… e os dois assinando cartinha para mudar data de jogo. Isso não é um conflito? Será?” – Leila Pereira, presidente do Palmeiras
Bap, Vasco e gramado sintético: a troca de farpas continua
A dirigente também revidou críticas de Bap, que acusou a Crefisa de “comprar o Vasco” ao conceder empréstimo à equipe de São Januário. Leila foi taxativa ao negar qualquer influência sobre a SAF cruz-maltina, embora um possível aporte de até R$ 2 bilhões esteja em discussão por investidores ligados a seu enteado.
O embate verbal se soma a outras divergências, como a campanha do Flamengo contra gramados sintéticos – tecnologia usada pelo Allianz Parque desde 2020. Enquanto Bap aponta “campo de plástico” como prejudicial ao futebol, Leila defende o piso e projeta mais arenas artificiais no Brasil.
O que você acha? A parceria Fla-Flu no Maracanã representa mesmo conflito de interesses ou faz parte do jogo político? Para seguir por dentro dos bastidores da bola, acesse nossa editoria de futebol.
Crédito da imagem: Divulgação / Palmeiras Cast