Maior artilheiro olímpico do basquete se despede; legado ultrapassa as quadras
Oscar Schmidt – Maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, o “Mão Santa” morreu, aos 68 anos, vítima de tumor cerebral, deixando o esporte brasileiro em luto e milhões de fãs sem o seu ídolo.
- Em resumo: ícone do basquete nacional acumulou mais de 49 mil pontos e virou símbolo de superação.
- Vale destacar: apesar da carreira nas quadras, sua primeira paixão foi o futebol, e ele mudou de time já adulto.
Da paixão pelo futebol à consagração nas tabelas
Nascido em Natal em 1958, Oscar só pensava em jogar bola nas ruas. Foi a mudança para Brasília, aos 13 anos, que o fez trocar as chuteiras pelo aro, incentivado por um professor de educação física. A decisão mudaria não só o seu destino, mas o panorama do basquete brasileiro. Segundo reportagem do ge.globo.com, ele jamais esqueceu o impacto de ver o tri da Seleção na Copa de 1970, experiência que reforçou sua admiração pelo esporte, mesmo já encaminhado na nova modalidade.
“Eu não gostava de basquete, gostava de futebol. Jogava de centroavante e queria fazer gols”, declarou à RedeTV em 2022, evidenciando como o acaso lhe apresentou o caminho que o transformaria em lenda.
Quando o Corinthians falou mais alto que o Santos
Oscar iniciou a carreira no Palmeiras, brilhou na Itália e, ao voltar, passou por Flamengo e Corinthians. Foi no Parque São Jorge, entretanto, que a identificação explodiu: ele liderou o título brasileiro de 1996 marcando 30 pontos na final contra o Santa Cruz do Sul. A festa da Fiel no Ginásio Wlamir Marques o arrebatou.
O impacto foi tão grande que o santista de infância “virou casaca”. “Foi o Campeonato Brasileiro que me fez torcer para o Corinthians”, contou ao ge em 2022. Desde então, o ex-centroavante mirim passou a defender as cores alvinegras fora das quadras, recebendo homenagens de Timão, Flamengo e Palmeiras após sua morte.
Ídolo incontestável, chefe de família e orador motivacional, Oscar deixa um vazio que transcende estatísticas, mas também inspira quem acredita que paixão, disciplina e coragem podem reescrever qualquer destino.
O que você acha? Qual momento de Oscar mais marcou sua memória? Para seguir de perto todas as novidades do mundo da bola laranja, visite nossa editoria de basquete.
Crédito da imagem: Divulgação / Acervo Corinthians