Atualizações promissoras esbarram em falta de aderência na hora decisiva
Charles Leclerc reconheceu que a Ferrari não conseguiu extrair o melhor do composto macio na classificação para a sprint em Miami, transformação que impediu a equipe de capitalizar o pacote de melhorias levado aos Estados Unidos.
- Em resumo: Pneu macio comprometeu o ritmo da Ferrari no SQ3 e deixou Leclerc fora da disputa pela primeira fila.
- Vale destacar: A escuderia trouxe o maior número de atualizações do grid para esta etapa, mas o ganho ainda não apareceu em volta rápida.
Pneu macio expõe limitação no ajuste do SF-24
Nos treinos, o desempenho com o médio parecia animador, mas o cenário mudou no SQ3. “Nosso ponto fraco foi o macio”, admitiu o monegasco, depois de anotar um tempo quase três décimos acima do ideal. Em comparação a rivais diretos como McLaren e Red Bull, o SF-24 perdeu temperatura de forma abrupta nos últimos setores, algo já observado em etapas anteriores, segundo análise da ESPN F1.
“Entramos na sessão confiantes, mas assim que colocamos o macio percebemos que faltava aderência. Precisamos entender por que não conseguimos aquecer o pneu na janela certa”, explicou Leclerc.
Contexto: Ferrari mira redução do déficit para Red Bull
Apesar do revés no quali da sprint, o time de Maranello chegou a Miami ostentando o segundo lugar no Mundial de Construtores, 44 pontos atrás da Red Bull. As novidades aerodinâmicas — sobretudo fundo, sidepods e ajustes de asa traseira — foram pensadas para circuitos de média velocidade, perfil que se repete em Ímola e Barcelona nas próximas semanas. Por isso, entender o comportamento do macio se tornou prioridade para a equipe de Frederic Vasseur.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ferrari