Ex-número 27 do mundo quer romper barreira cultural contra estatísticas na WTA
Monica Puig – medalhista de ouro no Rio-2016 – voltou aos holofotes nos últimos dias ao defender que jogadoras e treinadores usem análises de desempenho de forma mais intensa e sem receio de exposição.
- Em resumo: Puig vê nos dados uma arma decisiva para evoluir técnica e taticamente.
- Vale destacar: A porto-riquenha alerta que a resistência atual pode atrasar a próxima geração.
“Pica Power” agora é poder dos números
Conhecida durante a carreira pelo condicionamento físico e pelo mantra “Pica Power”, a ex-atleta acredita que a era digital exige nova mentalidade no vestiário. Em entrevista publicada pela revista Tennis, ela disse que muitas tenistas ainda temem revelar pontos fracos ao compartilhar relatórios detalhados. Para Puig, esse medo trava a evolução coletiva do circuito, que já dispõe de recursos comparáveis aos vistos na NBA ou na Fórmula 1, segundo levantamentos do portal ESPN.
“A porto-riquenha medalhista olímpica foi reconhecida como uma das atletas mais bem preparadas do circuito, construindo o jogo em torno de um atletismo incansável e de seu ‘Pica Power’, usinado ponto a ponto.” – trecho do artigo original da Tennis Magazine.
Impacto direto na preparação e no ranking
Puig ressalta que estatísticas de velocidade de bola, variação de saque, deslocamento em quadra e padrões de decisão podem antecipar ajustes antes que o adversário descubra brechas. Ela lembra que, quando alcançou o 27.º lugar do mundo em 2016, já utilizava relatórios simples de porcentagem de primeiro serviço e zonas de retorno para planejar jogos contra cabeças de chave.
Hoje, softwares entregam mapas de calor e métricas em tempo real, porém muitos times optam por relatórios genéricos. Para a campeã, essa cautela se reflete em partidas com menos surpresas estratégicas e dificuldade de renovação tática na WTA. O debate ganha força no momento em que a corrida por pontos para o WTA Finals esquenta, com atletas jovens buscando espaço em um calendário cada vez mais puxado.
O que você acha? A adoção ampla de análise de dados poderia acelerar a evolução técnica do circuito? Para continuar acompanhando essa cobertura, acesse nossa editoria de tênis.
Crédito da imagem: Divulgação / WTA