Decisão técnica promete embaralhar forças no grid antes da próxima etapa
FIA – Em nota recente, a federação proibiu o artifício que permitia a Mercedes e a Red Bull espremerem potência extra do MGU-K em voltas rápidas de classificação, movimento que pode redistribuir posições no pelotão já no próximo GP.
- Em resumo: Dispositivo elétrico entregava pico de performance decisivo nas sessões de qualifying.
- Vale destacar: Pedido de esclarecimento partiu da Ferrari, que suspeitava de ganho fora do regulamento.
Como funcionava o “modo bônus” de energia
De acordo com o site britânico The Race, as atuais líderes do campeonato usavam uma programação que liberava a recuperação máxima da bateria em trechos específicos da volta. O ajuste, embora dentro do limite de 120 kW, acabava gerando um impulso prolongado, equivalente a uma espécie de antigo “party mode”. A novidade chamou atenção rival; segundo apuração, a Ferrari formalizou a dúvida e a FIA emitiu uma diretiva técnica semelhante à que já coibiu mapas de motor especiais em 2020. Em complemento, o portal ge.globo.com/motor lembra que qualquer mudança de software precisa ser previamente homologada.
“A diretiva remove interpretações que poderiam permitir liberação de energia além do pretendido”, detalhou um trecho do documento distribuído às equipes na última semana.
O que muda na briga pelo título
Sem o “empurrão” extra, especialistas projetam classificação mais apertada, especialmente em pistas de volta curta, onde alguns centésimos definem posições. A Mercedes vinha recuperando terreno após atualizações aerodinâmicas, enquanto a Red Bull dominava a tabela com folga. Já a Ferrari, terceira força, pode se beneficiar diretamente da intervenção: seus engenheiros apostam em ritmo de corrida sólido, mas sofriam para largar nas primeiras filas.
O cenário adiciona tempero à fase europeia do calendário. Restando ainda metade da temporada, cada ponto conquistado no sábado ganha peso dobrado no domingo – e a nova interpretação do regulamento promete nivelar as cartas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Fórmula 1