Ex-chefe da Ferrari detalha bastidores e reacende polêmica 17 anos depois
Jean Todt – Em entrevista recente, o ex-diretor da Ferrari admitiu que Michael Schumacher estacionou deliberadamente o carro na curva Rascasse durante a classificação do GP de Mônaco de 2006, numa tentativa de impedir a volta rápida de Fernando Alonso e assegurar a pole-position.
- Em resumo: A confissão põe fim a quase duas décadas de especulações sobre a controversa manobra.
- Vale destacar: O ato rendeu punição a Schumacher, que largou em penúltimo no principado.
Revelação tardia confirma suspeitas da FIA
Logo após a sessão de classificação daquele 27 de maio, os comissários concluíram que o heptacampeão havia parado “sem necessidade” e anularam seu tempo. A decisão, vista por muitos como dura, agora ganha respaldo da própria cúpula ferrarista. Em declaração publicada pelo portal ESPN F1, Todt admitiu que o piloto “parou de propósito”, reforçando a tese de trapaça que já circulava nos bastidores.
“Ele parou de propósito, eu sei disso. Era um momento crítico na disputa pelo título e queríamos qualquer vantagem possível”, revelou o francês.
Impacto direto na luta pelo campeonato de 2006
Naquele ano, Schumacher perseguia Alonso ponto a ponto. A penalidade em Mônaco não apenas retirou a chance de vitória no circuito onde ultrapassar é quase impossível, mas também abriu espaço para o espanhol ampliar a diferença na liderança. Embora o alemão tenha reagido na parte final da temporada, a manobra malsucedida contribuiu para o bicampeonato de Alonso e marcou o começo do fim do domínio de Maranello nos anos 2000.
O episódio também serviu de referência para decisões futuras da FIA em situações de suposta interferência deliberada, influenciando o regulamento esportivo e o rigor das investigações em classificações apertadas.
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Crédito da imagem: Divulgação / F1