De lenda em campo a estrategista no banco: por que só três nomes conseguiram?
Zagallo — Primeiro brasileiro a levantar a taça dourada como jogador e, anos depois, como técnico, o “Velho Lobo” inaugurou um patamar que apenas Franz Beckenbauer e Didier Deschamps conseguiram igualar desde então.
- Em resumo: apenas três profissionais foram campeões mundiais dentro das quatro linhas e, depois, à beira do gramado.
- Vale destacar: o intervalo entre os títulos, as gerações de craques envolvidas e o contexto histórico de cada conquista revelam como o feito beira o impossível.
O pioneirismo de Zagallo e o tricampeonato invicto de 1970
Titular nas campanhas de 1958 e 1962, o alagoano não demorou a trocar chuteiras por pranchetas. Em 1970, liderou uma Seleção que uniu Pelé, Tostão, Rivellino e Jairzinho, conduzindo o Brasil ao tricampeonato com 100% de aproveitamento — façanha que, segundo levantamento do ge.globo, jamais foi repetida em Copas com mais de seis jogos.
“Ganhamos como se estivéssemos brincando de bola no quintal de casa”, resumiu Zagallo ao relembrar a final contra a Itália, vencida por 4 a 1, no Estádio Azteca.
Beckenbauer e Deschamps completam a santíssima trindade
Na Alemanha Ocidental, Franz Beckenbauer transformou a dor da vice-liderança de 1966 em glória oito anos depois, quando ergueu o troféu como capitão. Já treinador, faturou a Copa de 1990, consagrando nomes como Matthäus e Klinsmann. Três décadas depois, Didier Deschamps repetiu o roteiro: campeão em 1998 diante do Brasil de Zagallo, voltou ao topo em 2018 comandando uma França renovada liderada por Mbappé. Em 2022, o técnico gaulês ficou a um pênalti de se tornar o primeiro a conquistar o tri nas duas funções, barrado pela Argentina na final mais eletrizante do século.
Além do talento individual, os três souberam navegar por contextos políticos, táticos e até tecnológicos completamente diferentes — da bola de couro pesada dos anos 1950 ao VAR da era moderna. O resultado é um legado que inspira novas gerações e alimenta o debate: quem será o próximo a entrar nesse clube quase proibitivo?
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Crédito da imagem: Divulgação / IMAGO