Decisão relâmpago expõe risco financeiro e político no clube
Botafogo – Em determinação divulgada na noite de quinta-feira (23), o Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas afastou John Textor da presidência da SAF alvinegra, medida que vale até a reavaliação marcada para 29 de abril.
- Em resumo: Textor sai do comando e a SAF fica sob intervenção temporária.
- Vale destacar: Assembleia que votaria aporte de R$ 125 milhões foi suspensa.
Recuperação judicial sem aval acendeu alerta
A gota d’água para a corte arbitral foi o pedido de recuperação judicial protocolado pelo clube sem aprovação prévia dos acionistas, passo visto como quebra grave de governança. O procedimento, que expôs dificuldades para honrar salários e compromissos, já provocava debates intensos nos bastidores. Conforme destacou o ge, a dívida geral supera a casa de R$ 1 bilhão, cenário que pesou na decisão emergencial.
“As medidas adotadas têm o poder de causar danos irreparáveis aos acionistas e a toda a comunidade de torcedores do Botafogo”, registrou o documento assinado pela presidente Adriana Braghetta e pelos coárbitros Alina Terra e Lauro Gama.
Aporte de R$ 125 mi e venda da SAF na geladeira
Com o afastamento, a Assembleia Geral Extraordinária prevista para o dia 27 – na qual Textor buscaria autorização para injetar R$ 125 milhões e emitir novas ações – foi cancelada. Também entrou no radar da investigação arbitral o contrato de venda da SAF para uma empresa das Ilhas Cayman, assinado por Textor em janeiro por todas as partes envolvidas, levantando suspeita de conflito de interesses.
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Crédito da imagem: Divulgação / Botafogo