Negociação relâmpago mudou o rumo da Fórmula 1 e selou era de domínio vermelho
Michael Schumacher – Dois títulos mundiais nos ombros e uma proposta irrecusável sobre a mesa: foi assim que o alemão decidiu trocar a Benetton pela Ferrari para a temporada 1996, segundo relato recém-divulgado de Jean Todt.
- Em resumo: ex-chefe ferrarista convenceu o bicampeão em menos de 24 h.
- Vale destacar: decisão abriu caminho para cinco títulos seguidos do piloto entre 2000 e 2004.
Como Todt ganhou a confiança do alemão
O dirigente francês contou que viajou pessoalmente para encontrar Schumacher logo após o GP da Inglaterra de 1995. Pelo relato, bastou uma conversa franca — com garantia de investimento total no projeto — para que o piloto assinasse pré-contrato no dia seguinte, fato que ele classificou como ponto de virada para a escuderia. Detalhes do encontro foram divulgados em entrevista repercutida pelo portal ESPN F1.
“Levei apenas um dia para convencê-lo. Eu precisava mostrar que ele seria o centro do projeto Ferrari, e ele entendeu rapidamente”, revelou Todt.
Impacto imediato e legado histórico
À época, a Ferrari amargava um jejum de títulos de pilotos que vinha desde 1979. A chegada de Schumacher, seguida pouco depois pelos engenheiros Ross Brawn e Rory Byrne, encerrou a seca e resultou em um domínio inédito: cinco conquistas consecutivas, além de seis taças de construtores entre 1999 e 2004. O movimento também elevou o status de Todt dentro da escuderia, que viu a receita de sucesso se repetir em outras categorias após sua passagem.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ferrari