Estrategista de pneus crava corrida enxuta e coloca foco na gestão de desgaste
Pirelli – Após cinco semanas sem ação em razão dos cancelamentos no Bahrein e na Arábia Saudita, a fornecedora de pneus da Fórmula 1 antecipou que o Grand Prix de Miami deve ser disputado com apenas uma parada nos boxes, mesmo levando uma escala mais macia de compostos para o asfalto do Hard Rock Stadium.
- Em resumo: Projeção indica que a gestão de pneus será decisiva, mas sem multiplicar pit stops.
- Vale destacar: A pista norte-americana é pouco abrasiva, o que favorece stint mais longo.
Compostos novos, mesma lógica: por que a Pirelli mantém a aposta?
Para Miami, a empresa italiana liberou a tríade C2, C3 e C4, uma etapa mais macia em relação ao que estava previsto para o Oriente Médio. Mesmo assim, as simulações indicam degradação controlada — cenário que ganha força pelo asfalto recapeado em 2023 e pelas retas longas que aliviam a tração nas curvas. Conforme destaca uma análise da ESPN, a falta de curvas de alta energia térmica tende a poupar os pneus, tornando a janela de parada menos elástica.
“Após a longa pausa, esperamos uma prova de apenas uma parada em Miami, graças ao desgaste relativamente baixo do circuito”, aponta a projeção técnica da Pirelli divulgada à imprensa.
O que muda para Red Bull, Ferrari, Mercedes e companhia?
Uma estratégia enxuta reduz as variáveis e aumenta o peso da largada, do gerenciamento de ritmo e da possibilidade de safety car. Equipes com melhor tração na saída de curva, caso da Red Bull nas etapas iniciais de 2024, podem capitalizar stints prolongados sem sofrer com bolhas ou graining. Já quem tradicionalmente aquece mais o pneu — como a Ferrari em traçados de média velocidade — pode precisar dos primeiros treinos livres para calibrar pressões e selar a estratégia ideal.
O que você acha? Quem deve tirar maior proveito de uma corrida com apenas um pit stop? Para seguir por dentro do mundo dos motores, acesse nossa editoria de automobilismo.
Crédito da imagem: Divulgação / F1