Rigidez física de Ancelotti e bastidores no Santos explicam retorno
Neymar voltou à lista de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 depois de três anos longe de partidas oficiais com a Seleção, coroando um planejamento meticuloso que envolveu Santos, CBF e o próprio estafe do camisa 10.
- Em resumo: critério físico foi decisivo para a volta do astro, que passou por cirurgia e controle de carga desde janeiro.
- Vale destacar: liderança no grupo e apoio de veteranos influenciaram a decisão de Ancelotti.
Critério médico pesou mais que técnica já conhecida
Desde que assumiu a Seleção em maio de 2025, Ancelotti deixou claro que só convocaria Neymar se os exames mostrassem 100% de aptidão. O atacante, que operou o joelho em dezembro, ficou fora de jogos importantes do Brasileirão e da Sul-Americana para cumprir um protocolo de recuperação elaborado no CT Rei Pelé. Segundo avaliações trocadas entre o departamento médico santista e o da CBF, a meta foi atingida poucos dias antes da divulgação da lista. Informações de bastidor publicadas no ge confirmam que os últimos testes clínicos foram determinantes.
“Pensamos na experiência dele, mas a chave foi a evolução física comprovada. Neymar pode chegar ainda melhor ao primeiro jogo da Copa”, explicou Ancelotti na convocação.
Liderança interna sacramentou a escolha do técnico italiano
Além do aval médico, o peso de Neymar no vestiário falou alto. Nomes como Casemiro, Raphinha e João Pedro manifestaram ao treinador o desejo de contar com o camisa 10, que busca igualar marcas de Pelé e Cafu ao disputar seu quarto Mundial. Com as lesões de Rodrygo e Estêvão, o espaço se abriu e Neymar “roubou” a nona vaga do ataque que pertencia a João Pedro na Data Fifa anterior. Até desembarcar na Granja Comary, dia 25, a ordem é não entrar em campo pelo Santos para evitar qualquer risco de nova lesão.
No Brasileirão, Neymar soma três gols e duas assistências em dez partidas recentes, números modestos para seus padrões, mas suficientes para comprovar ritmo competitivo. A comissão entende que, em solo norte-americano, o atleta ainda pode evoluir fisicamente e entregar a criatividade que fez falta nos amistosos contra França e Croácia.
O que você acha? Ancelotti deve colocar Neymar como titular logo na estreia ou utilizá-lo como arma no segundo tempo? Para mais notícias da Seleção e do futebol brasileiro, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CBF