Dupla vê risco de a F1 ficar menos “na mão” dos competidores a partir do novo regulamento
McLaren – Nos últimos dias, Lando Norris e Oscar Piastri engrossaram o coro de pilotos que desaprovam o desenho técnico dos carros da Fórmula 1 para 2026, alegando que a maior dependência de eletricidade reduzirá o talento individual ao volante.
- Em resumo: Britânico e australiano temem que o aumento do componente elétrico comprometa ultrapassagens e a “sensação” de guiar.
- Vale destacar: Regulamento prevê motor de 1000 cv com 50% de energia elétrica e foco em recarga durante a volta.
“Pilotagem automatizada demais”, alerta Norris
Falando à imprensa no paddock, Norris destacou que a distribuição de energia entre motor a combustão e MGU-K deverá ser tão rígida que “o carro fará muita coisa sozinho”. A crítica ecoa recentes manifestações de campeões mundiais e, segundo análise da ESPN, reflete a dificuldade de manter o espetáculo sem sacrificar metas de sustentabilidade.
“O novo motor tira muito do controle do piloto. Você vai depender de mapas de energia e de uma recarga que precisa ser perfeita em cada freada”, reforçou o britânico.
Paisagem competitiva pode mudar em 2026
Com potência híbrida dividida meio a meio, as equipes precisarão repensar chassi, aerodinâmica e estratégias de corrida. A McLaren, que vive subida de forma em 2024 após amplo pacote de atualização, teme perder terreno justamente quando começa a se aproximar de Red Bull e Ferrari. A preocupação cresce porque fabricantes como Audi e Honda (retornando em parceria com a Aston Martin) chegam com projetos feitos do zero para a nova era.
O que você acha? A maior eletrificação vai realmente tirar a graça da F1 ou abrir espaço para surpresas? Para seguir acompanhando os bastidores da categoria, acesse nossa editoria de automobilismo.
Crédito da imagem: Divulgação / F1