Ex-chefe da Ferrari detalha combinado antes da fatídica última volta
Rubens Barrichello – Duas décadas depois, o brasileiro volta aos holofotes após Jean Todt revelar que o piloto já havia concordado em abrir passagem para Michael Schumacher no GP da Áustria de 2002, selando um dos episódios mais controversos da Fórmula 1.
- Em resumo: Todt afirma que Barrichello aceitou o jogo de equipe ainda nos boxes, mas adiou a execução até a reta final.
- Vale destacar: A manobra gerou vaias, multa milionária à Ferrari e futura proibição de ordens de equipe.
Como o acordo foi fechado nos boxes
De acordo com o dirigente francês, as conversas começaram quando a Ferrari percebeu que um resultado invertido fortaleceria a campanha de Schumacher rumo ao pentacampeonato. “As instruções estavam claras desde as voltas iniciais”, comentou Todt, citado pelo portal ge.globo, reforçando que Barrichello havia sinalizado compreensão.
“Hoje não, hoje não, hoje sim… hoje sim?” – a narração de Cléber Machado eternizou o instante em que o brasileiro diminuiu o ritmo e viu o alemão cruzar em primeiro.
Polêmica que mudou as regras da Fórmula 1
A repercussão foi imediata: vaias no pódio, constrangimento quando Schumacher tentou colocar Barrichello no degrau mais alto e, dias depois, multa de US$ 1 milhão à Ferrari. A FIA reagiu banindo as ordens de equipe a partir da temporada 2003, medida que perdurou até 2011. Ainda assim, o ponto somado na Áustria foi decisivo para que o alemão confirmasse o título com seis etapas de antecedência, enquanto Barrichello terminou o campeonato na vice-liderança.
O que você acha? A escuderia agiu certo ao priorizar o campeonato de Schumacher ou deveria ter permitido a vitória de Barrichello? Para mais novidades do mundo da velocidade, acesse nossa editoria de automobilismo.
Crédito da imagem: Divulgação / F1