Medida segue tendência europeia e pode mudar dinâmica das partidas
Federação Espanhola de Futebol (RFEF) – Pressionada por críticas constantes ao árbitro de vídeo, a entidade estuda liberar dois “desafios” por jogo para que os técnicos solicitem revisão no VAR, reproduzindo um modelo já usado na terceira divisão do país.
- Em resumo: treinadores poderiam pedir checagem de lances decisivos, sem depender da cabine de vídeo.
- Vale destacar: iniciativa busca recuperar confiança de torcedores, clubes e até dos próprios árbitros.
Desafio de técnico já funciona na terceirona
Desde a temporada passada, a Primera RFEF opera com o chamado “Vídeo Apoio”: cada equipe dispõe de duas revisões por partida e, se a decisão inicial é revertida, mantém o direito a novo pedido. O custo é menor e não há sala centralizada de análise, fator que gerou questionamentos nas últimas rodadas – sobretudo nos jogos de La Cartuja e Vallecas, onde a falta e o excesso de intervenções abriram longo debate na mídia espanhola. Experiências semelhantes também vêm sendo avaliadas pela Federação Inglesa, tendência que ganhou força em toda a Europa, segundo levantamento do ge.globo.com.
Caso o plano avance, as equipes poderiam solicitar revisão em gols, possíveis pênaltis, cartões vermelhos diretos e erros de identificação – exatamente os quatro cenários em que o VAR já pode intervir de ofício.
Novo perfil de árbitros para a era do vídeo
O estudo da RFEF inclui reestruturar o quadro de especialistas em VAR. A ideia é aposentar o costume de escalar árbitros veteranos em fim de carreira para a cabine e, no lugar deles, selecionar profissionais com desempenho recente comprovado. Para o apito de campo, contratos vitalícios devem ser revistos: o desempenho na temporada passará a pesar mais do que o histórico.
Em um campeonato no qual cada ponto pode definir vagas europeias ou o rebaixamento, a mudança faria diferença imediata. Além de agilizar decisões, daria transparência ao torcedor que, nas últimas semanas, tem protestado contra lances mal explicados e tempos longos de paralisação.
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Crédito da imagem: Divulgação / IMAGO