Equipe britânica aposta em análise minuciosa no Japão para salvar temporada 2026
Aston Martin – pressionada pelo pior início de campeonato desde que voltou ao grid, a escuderia decidiu estacionar um dos seus AMR26 em Suzuka após o GP do Japão para caçar a origem das fortes vibrações que ameaçam pilotos e resultados.
- Em resumo: decisão partiu após relatos de desconforto físico de ambos os pilotos.
- Vale destacar: Honda, parceira de unidade de potência, lidera a investigação no próprio circuito.
Vibrações viram questão de segurança
Segundo a montadora japonesa, o chassi ficou nos boxes de Suzuka para permitir testes estruturais e de motor em ambiente controlado – algo inviável no ritmo apertado do calendário. Em declaração reproduzida pelo site da ESPN Brasil, engenheiros admitem que o fenômeno afeta não só a performance aerodinâmica, mas também a integridade física dos pilotos durante stints mais longos.
Aston Martin manteve um AMR26 no Japão para inspeções completas de chassi e power unit, focadas em eliminar vibrações crônicas que surgiram nas primeiras corridas de 2026.
Contexto: temporada começa em modo crise
Em quatro etapas, a equipe com sede em Silverstone somou pouquíssimos pontos e já vê rivais diretos, como McLaren e Alpine, abrirem vantagem expressiva no Mundial de Construtores. O cenário contrasta com o início fulminante de 2025, quando Fernando Alonso colecionou pódios. Agora, nem o pacote aerodinâmico atualizado introduzido no Bahrein foi capaz de frear a instabilidade que faz o carro “pular” nas retas – lembrando o “porpoising” de 2022.
Se a análise em Suzuka confirmar falha estrutural, a Aston Martin poderá homologar um novo assoalho antes da próxima rodada europeia. Caso contrário, a solução pode exigir mudança drástica na unidade híbrida, impactando o limite de componentes permitido pela FIA para toda a temporada.
O que você acha? A decisão de “estacionar” o carro no Japão pode ser o ponto de virada para o time verde? Para seguir de perto o desfecho dessa investigação, acesse nossa editoria de automobilismo.
Crédito da imagem: Divulgação / F1