Exigência de autonomia escancara dilema interno dos Blues
Chelsea – Em plena reformulação para a próxima temporada, o clube londrino ouviu o “sim, porém” de Xabi Alonso: o espanhol aceita sentar na cadeira de treinador, mas apenas se tiver voz decisiva sobre contratações, saídas e gestão do elenco – algo que a atual estrutura proprietária não prevê.
- Em resumo: Alonso só assina se receber controle esportivo ampliado.
- Vale destacar: Outros nomes de peso já recuaram pelo mesmo motivo.
Espanhol quer comando total do vestiário e do mercado
De acordo com o jornalista Simon Phillips, o ex-meio-campista de 44 anos enxerga potencial em um projeto de reconstrução em Stamford Bridge, mas entende que o sucesso passa por decisões centralizadas no técnico. Essa visão contrasta com a política em vigor desde a chegada da Clearlake Capital, que distribui o poder entre diversos departamentos. Como lembrou a ESPN Brasil, a tendência recente na Premier League é de treinadores influentes também nas janelas de transferências.
“Ele queira ter um controle maior do que aquele que o Chelsea oferece atualmente ao seu próximo treinador”, aponta o relatório citado na imprensa inglesa.
Estrutura da Clearlake vira alvo após €123 mi gastos em técnicos
Os donos norte-americanos já viram candidatos como Marco Silva, Andoni Iraola e Oliver Glasner recuarem diante da limitação de autoridade. Ao mesmo tempo, tentativas com perfis mais flexíveis, caso de Liam Rosenior, não evoluíram. O resultado é um ciclo de instabilidade que custou 123 milhões de euros em rescisões técnicas na última década, sem retorno em campo nem na tabela da Premier League.
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Crédito da imagem: Divulgação / Chelsea FC