Ex-chefe da Red Bull teme carros mais lentos e espetáculo esvaziado em 2026
Helmut Marko – um dos arquitetos do sucesso recente da Red Bull – voltou a criticar, nos últimos dias, o pacote de regras previsto para 2026, alegando que as mudanças podem descaracterizar a Fórmula 1 e afastar fãs.
- Em resumo: Para Marko, a combinação de motores híbridos 50/50 e carros mais pesados compromete desempenho e identidade da categoria.
- Vale destacar: Ele cobrou diálogo entre FIA, equipes e fornecedores para ajustes antes do início do novo ciclo.
Por que o regulamento preocupa especialistas?
O conjunto técnico aprovado pela Federação Internacional prevê unidades de potência com potência dividida igualmente entre combustão e parte elétrica, maior dependência de combustíveis sintéticos e redução drástica do MGU-H. Em entrevista ao portal especializado em automobilismo, Marko reforçou que esses pontos podem gerar carros até 30 kg mais pesados e com velocidades de reta inferiores às atuais.
“Isso nos afasta do que a F1 representa”, disparou o austríaco, ecoando preocupação já manifestada por outras figuras do paddock.
Contexto: temporada, prazos e possíveis ajustes
A FIA corre contra o tempo: os motores precisam estar homologados até o segundo semestre de 2025 para que estreiem no ano seguinte. Enquanto Ferrari, Mercedes e a estreante Audi seguem no cronograma, Red Bull Powertrains avalia cenários – inclusive a possibilidade de rever especificações se houver flexibilização. Caso não haja consenso, existe o risco de um grid com desempenho desigual logo no primeiro campeonato sob o novo teto técnico.
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Crédito da imagem: Divulgação / Formula 1