Em meio à onda tecnológica, Paris insiste no olho humano para decidir bolas milimétricas
Roland Garros – Mesmo com o circuito mergulhado na era do electronic line-calling (ELC), o Grand Slam francês voltou a dizer “não” aos sensores de alta precisão e manteve a equipe de juízes de linha nesta edição.
- Em resumo: Paris é o único Major que ainda dispensa o ELC em todas as quadras.
- Vale destacar: Até agora, o torneio transcorre sem grandes controvérsias de marcação, surpreendendo quem previa críticas.
ELC domina o circuito, menos na capital francesa
Australian Open e US Open já aboliram por completo a presença humana nas linhas, enquanto Wimbledon combina tecnologia e árbitros apenas na grama central. Segundo levantamento da ESPN, mais de 80% dos torneios de nível ATP e WTA utilizam algum sistema automatizado de chamada.
“The French gonna be French.” – comentário recorrente do circuito ao saber que a Federação Francesa optaria, de novo, pelos árbitros tradicionais.
Tradição, clima e superfície: os argumentos de Paris
Nos bastidores, dirigentes defendem que a lenta superfície de saibro reduz a velocidade da bola, facilitando a leitura visual e tornando o investimento milionário em sensores menos urgente. Além disso, a Federação Francesa quer preservar o caráter “vivo” das partidas, onde vaias, aplausos e até discussões sobre marcas fazem parte do espetáculo.
Com o calendário avançando para a segunda semana, a aposta francesa tem funcionado: poucas revisões de lance, quase nenhum protesto público de jogadores e nenhuma partida decidida por chamada polêmica — um contraste em relação às críticas que choveram nas temporadas de 2022 e 2023.
O que você acha? Roland Garros deve seguir fiel ao olho humano ou render-se ao ELC em 2025? Para acompanhar mais notícias do mundo das raquetes, acesse nossa editoria de tênis.
Crédito da imagem: Divulgação / FFT