Herança kosovar faz do capitão suíço um termômetro em campo
Granit Xhaka – Capitão incontestável da Suíça, o meio-campista ostenta uma história familiar marcada pelo conflito nos Bálcãs e transforma cada partida da seleção em palco de identidade e liderança.
- Em resumo: Filho de kosovares perseguidos, Xhaka encarna a face mais intensa do futebol suíço.
- Vale destacar: Jogos contra a Sérvia expõem a carga política que ele nunca esconde.
Da prisão do pai ao gesto da águia: raízes que falam alto
O roteiro começa com Ragip Xhaka, preso em Belgrado em 1986 por pedir autonomia para Kosovo. Ao sair da cadeia, a família fugiu para a Basileia, onde Granit nasceu em 1992. A marca desse passado emergiu no gramado: a comemoração com a águia albanesa, durante vitória suíça sobre a Sérvia na Copa de 2018, virou debate mundial sobre política e futebol, conforme relembra reportagem do ge.globo.
“Xhaka nunca foi um jogador neutro. Está sempre dentro do jogo — falando, cobrando, reagindo. Quando o ambiente pesa, ele costuma se impor.”
Impacto esportivo: por que a Suíça depende dessa intensidade
No Arsenal, a relação turbulenta com a torcida forjou resiliência; no Bayer Leverkusen, a temporada histórica de 2023/24 coroou o volante com títulos de Bundesliga e Copa da Alemanha. Hoje, no Sunderland, ele mantém regularidade na Premier League e chega ao ciclo do próximo Mundial mais maduro, pronto para conduzir um elenco que mescla jovens promessas e veteranos experientes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Zach Forster / Sports Press Photo / Imago