Bastidores revelam por que o projeto brasileiro na F1 perdeu fôlego antes de engrenar
Emerson Fittipaldi — bicampeão mundial de Fórmula 1 — relembrou que o ambicioso “dream team” da Copersucar desmoronou nos anos 80 por causa da pressão da mídia e da dificuldade em atrair novos patrocinadores.
- Em resumo: a expectativa criada em 1980 nunca se concretizou e o time foi encerrado antes de mostrar resultado.
- Vale destacar: Fittipaldi classifica o episódio como um dos golpes mais duros de sua carreira fora das pistas.
Sonho grande, janela curta
Segundo o brasileiro, o pacote técnico — que reunia engenheiros renomados, estrutura competitiva e pilotos capacitados — carecia de tempo de maturação. O clima externo, porém, pesou: manchetes diárias cobravam vitórias imediatas e afastavam investidores, como relata o ex-piloto em entrevista veiculada pelo portal ge.globo.com.
“A pressão midiática acabou com o dream team”, ressaltou Fittipaldi, lembrando que a falta de patrocinadores inviabilizou a continuidade do projeto.
Impacto na F1 e legado para o automobilismo brasileiro
À época, a Copersucar era vista como a maior chance de um time 100 % nacional disputar de igual para igual com as potências europeias. O fim precoce, em 1982, deixou aberta a lacuna de equipes brasileiras no grid — espaço que até hoje não foi preenchido. Mesmo assim, o laboratório de tecnologia e a ousadia de entrar na elite da categoria inspiraram gerações de engenheiros e pilotos no país.
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Crédito da imagem: Divulgação / Copersucar F1