Mudanças de regra e apoio do clube transformam medo em oportunidade
Ketlen Wiggers – Maior artilheira do Santos, a atacante voltou a treinar com as Sereias da Vila após o nascimento de Lucca e virou símbolo de como a licença-maternidade deixou de interromper carreiras no futebol feminino.
- Em resumo: Jogadora teve suporte integral do Santos durante gravidez e retorno.
- Vale destacar: Normas da Fifa garantem 14 semanas de licença remunerada e estabilidade contratual.
Do tabu ao protocolo: como a Fifa mudou o jogo
Há pouco mais de três temporadas, a Federação Internacional incluiu no Regulamento de Status e Transferências cinco artigos sobre gestação, assegurando salário, reintegração fora da janela e estrutura de lactação – um avanço que, segundo especialistas ouvidos pelo ge.globo, abriu caminho para que atletas planejem a família sem temer o fim da carreira.
“A incerteza ficou para trás. Estou realizada por voltar melhor e com meu filho ao lado”, relatou Ketlen sobre o apoio recebido do clube e da CBF.
Da pioneira Mônica ao caso atual: 20 anos separam realidades opostas
Em 2004, a zagueira Mônica subiu ao pódio olímpico dividindo treinos, estudos e a criação do filho, recebendo menos de R$ 1 mil mensais. Hoje, Ketlen dispõe de acompanhamento médico, staff multidisciplinar e planejamento físico que começou ainda no último mês de gestação. O contraste revela o quanto a modalidade evoluiu, impulsionada por maior visibilidade, patrocínios e calendário mais estável.
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Crédito da imagem: Divulgação / Santos FC