Veterano sérvio compara bastidores da liga norte-americana ao atual protagonismo do Velho Continente
Nenad Krstic – Em participação recente no podcast Fullcourt Passport, o ex-pivô do New Jersey Nets e do Oklahoma City Thunder contou o que mais o surpreendeu na vida na NBA e analisou como o basquete europeu ganhou força na última década.
- Em resumo: rotina fora de quadra e pressão midiática nos Estados Unidos chocaram o sérvio.
- Vale destacar: ele vê a explosão de talentos como Nikola Jokić e Giannis Antetokounmpo como marco da virada europeia.
Choque cultural: viagens longas, calendário apertado e mídia 24/7
Krstic lembrou que, ao chegar à NBA em 2004, precisou se adaptar a deslocamentos em voos fretados, treinos de madrugada e a uma cobertura jornalística incessante – realidade bem diferente da que vivia no Estrela Vermelha e no CSKA Moscou. Segundo ele, era comum disputar três jogos em quatro noites, algo raro nas ligas domésticas europeias. A fala do sérvio ecoa dados divulgados pela ESPN, que apontam a NBA como a competição com maior volume de partidas entre as grandes ligas de basquete do mundo.
“Na Europa, você tem tempo para treinar e estudar o adversário. Na NBA, o avião vira a sua casa e a imprensa segue cada passo”, destacou o ex-pivô, que atuou sete temporadas na liga norte-americana.
Europa em alta: de coadjuvante a força dominante
O ex-capitão da seleção da Sérvia ressaltou que o cenário mudou: “Hoje, os melhores da NBA falam com sotaque europeu”. Não à toa, os últimos cinco prêmios de MVP ficaram com Jokić, Antetokounmpo e Luka Dončić desponta na corrida atual, consolidando o continente como celeiro de estrelas.
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Crédito da imagem: Divulgação / NBA