Regulamento de 2026 já mexe no grid, mas pacote extra promete sacudir ainda mais a categoria
FIA – O órgão máximo do automobilismo confirmou, na última sexta-feira (08), que trabalhará em um segundo pacote de alterações nos motores da Fórmula 1 para 2027, ampliando as mudanças já previstas para 2026 e mantendo aberta a porta para novos ajustes nos próximos meses.
- Em resumo: Após o GP de Miami, a entidade revelou planos de atualizar novamente o regulamento técnico dos propulsores.
- Vale destacar: Mesmo com o projeto de 2026 oficialmente fechado, dirigentes admitem que a versão 2027 poderá ser ainda mais abrangente.
Por que a FIA decidiu intervir de novo?
O principal motivo apontado internamente é o temor de que o equilíbrio entre desempenho, consumo de energia elétrica e combustível sintético ainda não esteja no ponto ideal. De acordo com especialistas ouvidos pelo paddock, existe o risco de perda de competitividade em corridas de alta velocidade se o mapeamento híbrido não for revisto.
“A decisão chega logo após um pacote de ajustes implementado para o fim de semana do GP de Miami e sem descartar a possibilidade de mais ajustes entre agora e lá.” — comunicado da FIA.
O que muda de 2026 para 2027?
Para 2026, já está confirmada a retirada do MGU-H, adoção de combustíveis 100% sustentáveis e maior proporção de potência elétrica. O pacote de 2027, porém, pode avançar em áreas como limites de fluxo de energia, dimensões do turbo e arquitetura das baterias, sinalizando uma evolução semelhante à que ocorreu entre os regulamentos de 2014 e 2017.
Além disso, a discussão sobre peso mínimo volta ao centro do debate. Equipes temem que baterias mais robustas elevem o peso dos carros, enquanto a FIA estuda contrapartidas aerodinâmicas para minimizar impactos de arrasto em retas longas, cruciais em pistas como Monza e Las Vegas.
O que você acha? As novas regras vão realmente nivelar o pelotão ou abrir ainda mais a diferença entre as equipes de fábrica e as clientes? Para continuar acompanhando essa cobertura, acesse nossa editoria de automobilismo.
Crédito da imagem: Divulgação / FIA