Universidade moldou a precisão que cativa a torcida nipônica
Kaoru Mitoma – Consolidado na seleção japonesa, o atacante de 26 anos colhe hoje os frutos de uma escolha rara: trocou a pressa do profissionalismo pela Universidade de Tsukuba, lapidando o “drible pensado” que o tornou referência ofensiva dos Samurais Azuis.
- Em resumo: Mitoma estudou o um contra um para transformar improviso em ciência dentro de campo.
- Vale destacar: A abordagem cerebral rendeu gols decisivos, como os que confirmaram o Japão na Copa de 2022.
Drible pensado: método por trás do improviso
Durante a graduação em Educação Física, o ponta investigou como processar informações em duelos individuais, tese que viralizou como “estudo sobre driblar”. O resultado se vê na Premier League e na seleção: mudanças bruscas de ritmo, escolha de espaço e leitura de corpo do marcador. A combinação de cálculo e criatividade, pontua o site ge.globo.com, faz dele um dos extremos mais difíceis de conter no cenário asiático.
“Isso não transforma Mitoma em uma figura exótica de laboratório, mas ajuda a explicar por que ele sempre pareceu um ponta diferente.”
Carreira em etapas reforça status de peça-chave
Formado pelo Kawasaki Frontale, Mitoma só virou profissional aos 22 anos, retornou ao clube já maduro e rumou a Europa sem atalhos: primeiro empréstimo ao Union Saint-Gilloise, depois consolidação no Brighton. A postura metódica ecoa na seleção: convocado em 2021, ganhou protagonismo na vitória sobre a Austrália que carimbou a vaga no Qatar e, desde então, simboliza a união de disciplina coletiva e agressividade individual que o Japão busca levar à Copa de 2026.
O que você acha? A filosofia de jogo estudada por Mitoma pode inspirar novas gerações no futebol japonês? Para seguir de olho na evolução da seleção nipônica, acesse nossa editoria de futebol.
Crédito da imagem: Divulgação / JFA