Lei norueguesa antiálcool cria embate sobre imagem do astro
Erling Haaland – O atacante do Manchester City virou centro de uma controvérsia na Noruega ao estrelar a campanha “Let it Pour”, da Budweiser, pensada para a Copa do Mundo de 2026.
- Em resumo: a Noruega proíbe publicidade de bebidas alcoólicas e entidades de saúde acusam o jogador de “mau exemplo”.
- Vale destacar: a peça não será exibida no país, mas a repercussão interna cresceu nas redes e na imprensa local.
Proibição de publicidade de álcool entra em cena
No país escandinavo, qualquer anúncio que associe celebridade e bebida alcoólica fere a “Lei de Marketing de Álcool”, vigente desde 1975; por isso, a presença de Haaland despertou reação imediata de órgãos como a Actis. Em entrevista ao portal ESPN, Inger Lise Hansen classificou a escolha do craque como “incoerente” com a imagem de ídolo saudável.
“Alguém que se preocupa com a saúde optar por representar uma marca de álcool é algo estranho, ainda mais em um país onde essa publicidade é ilegal.” – Inger Lise Hansen, Actis
Dilema de imagem às vésperas da Copa de 2026
Embora a Federação Norueguesa de Futebol defenda que se trata de um acordo individual – e respaldado pelo fato de a Budweiser ser patrocinadora oficial da Fifa – o episódio reacende o debate sobre responsabilidade social de atletas de elite. A discussão ganha peso porque Haaland liderará a Noruega no Grupo I do Mundial, ao lado de França, Senegal e Iraque, tarefa que já exige toda a atenção esportiva.
Se, dentro de campo, o camisa 9 carrega a missão de guiar uma geração que não disputa a Copa desde 1998, fora dele o desafio agora é gerenciar danos à reputação em um país que tradicionalmente vincula políticas rígidas de álcool à saúde pública.
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Crédito da imagem: Divulgação / Budweiser