Indenizações milionárias refletem crise de identidade do clube londrino
Chelsea – Nos últimos dias, a equipe de Stamford Bridge ultrapassou a marca de 123 milhões de euros desembolsados apenas em indenizações e taxas para contratar ou demitir treinadores na última década, sinal claro de um planejamento que ainda não encontra rumo.
- Em resumo: Liam Rosenior sai após quatro meses e leva €13 milhões de compensação.
- Vale destacar: Conte, Tuchel, Potter, Pochettino e Maresca completam uma conta que supera rivais diretos.
Demissões em série viram hábito em Stamford Bridge
Eliminado pelo PSG nas oitavas da Champions, derrotado cinco vezes seguidas na Premier League e hoje apenas oitavo colocado, o Chelsea encara a final da FA Cup contra o Manchester City como última chance de salvar a temporada. O cenário de instabilidade ajuda a explicar por que o clube já investiu tanto em trocas de comando. De acordo com levantamento do jornal francês “L’Équipe”, a rescisão de Rosenior elevou a fatura acumulada a impressionantes €123 milhões.
“Thomas Tuchel e Graham Potter custaram €15 milhões cada, enquanto Conte recebeu a maior multa já paga pelos Blues: €31 milhões em 2018.”
Conta sobe, performance cai: onde está o retorno?
Só nas últimas duas temporadas, os Blues gastaram €82,5 milhões apenas com Rosenior, Maresca, Potter, Tuchel e Pochettino. Ainda assim, o clube corre para, no máximo, beliscar um lugar na Liga Europa — situação distante do investimento pesado em elenco desde que o consórcio liderado por Todd Boehly assumiu o controle. Para efeito de comparação, o Manchester United desembolsou €101 milhões em treinadores no mesmo período de 10 anos, mas ao menos manteve presenças constantes em competições europeias.
Com o Fair Play Financeiro cada vez mais rígido, qualquer nova aposta no banco de reservas tende a exigir vendas de jogadores ou corte de gastos em outras áreas. Caso não conquiste a FA Cup nem alcance o sexto lugar da Premier League, o Chelsea ficará por mais um ano fora da Champions e verá a pressão por resultados imediatos crescer ainda mais em 2026/27.
O que você acha? As demissões sucessivas justificam o enorme gasto ou faltou paciência com os técnicos? Para seguir acompanhando o assunto, visite nossa editoria de futebol.
Crédito da imagem: Divulgação / Chelsea FC