Preços de elite e interesse abaixo do esperado intrigam a Fifa
Copa do Mundo de 2026 – A entidade máxima do futebol encara pressão inesperada após ver a estreia de Estados Unidos x Paraguai, marcada para 12 de junho no SoFi Stadium, patinar na bilheteria mesmo faltando pouco mais de um ano para a bola rolar.
- Em resumo: apenas 40.934 ingressos haviam sido vendidos até 10 de abril, bem abaixo da capacidade de 69.650 lugares.
- Vale destacar: o duelo tem o terceiro valor médio mais caro de todo o torneio, atrás só da final e de uma semifinal.
Etiqueta VIP custa caro – e afasta o torcedor comum
Na primeira leva de vendas, as categorias 1 e 2 foram fixadas em salgados US$ 2.730 e US$ 1.940. A estratégia, que mirava o poder aquisitivo da Califórnia, se mostrou arriscada: jogos de menor apelo, como Irã x Nova Zelândia, já superam 50 mil bilhetes comercializados, segundo levantamento do The Athletic e confirmado pelo ge.globo.
“Parece que os ingressos para essa partida — anunciada como a glamorosa abertura da parte americana do torneio — estão sendo vendidos a um ritmo de poucas dezenas por dia”, aponta o relatório interno citado pelo veículo norte-americano.
Impacto esportivo e risco de imagem para a seleção dos EUA
O cenário revela também um problema crônico: a seleção dos Estados Unidos não tem histórico de encher estádios na Costa Oeste. Em março de 2025, pela Liga das Nações, os bleachers ficaram vazios em jogos contra Panamá e Canadá, contrastando com a lotação registrada quando o México entrou em campo horas depois. Ao inflacionar preços, a Fifa pode ter superestimado a capacidade de atração do time anfitrião.
Para acelerar a curva, a entidade abriu fase de “venda de última hora” mantendo os valores originais, mas lojas de revenda já listam entradas com desconto e uma taxa de 10% embutida. Caso a procura siga morna, um reposicionamento de preços deve ocorrer para evitar o constrangimento de arquibancadas vazias na abertura norte-americana do Mundial.
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Crédito da imagem: Divulgação / IMAGO