Do Pan de 1987 ao Hall da Fama: por que o adeus do Mão Santa mexe com o basquete
Oscar Schmidt faleceu aos 68 anos após um mal-estar que evoluiu para parada cardiorrespiratória, na tarde desta sexta-feira, em Alphaville. Ícone máximo do basquete nacional, o ex-ala entrou sem vida no Hospital Municipal Santa Ana, encerrando uma trajetória que atravessou gerações.
- Em resumo: maior cestinha olímpico da história e herói do Pan de Indianápolis despede-se das quadras para sempre.
- Vale destacar: o velório será restrito a familiares e amigos, atendendo a pedido da família.
Mão Santa eterniza números fora da curva
Com quase 50 mil pontos computados em mais de duas décadas, Oscar entrou para o Hall da Fama da FIBA em 2010 e segue, até hoje, como maior pontuador das Olimpíadas, com 1.093 tentos. Entre 1977 e 1996, somou 7.693 pontos em 326 jogos pela seleção e disputou cinco Jogos Olímpicos consecutivos.
“Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória”, destaca a nota oficial da família.
Impacto imediato no cenário brasileiro
Além das façanhas internacionais, o camisa 14 virou referência em clubes populares. Conquistou o Brasileiro de 1996 pelo Corinthians e faturou o Carioca de 1999 e 2002 com o Flamengo, sempre quebrando recordes de público no Maracanãzinho. A vitória sobre os EUA por 120 a 115 no Pan de 1987, em Indianápolis, redefiniu o basquete mundial e levou a federação norte-americana a convocar atletas da NBA em torneios seguintes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Família Schmidt