Mudanças vão do banco de reservas ao departamento médico em Madri
Real Madrid – Eliminado da Champions pelo Bayern, fora da Copa do Rei contra o modesto Albacete e nove pontos atrás do Barcelona em LaLiga, o clube caminha para fechar a temporada sem levantar troféus pela segunda vez seguida.
- Em resumo: Álvaro Arbeloa não cumpriu a “cláusula tácita” de ganhar títulos e dificilmente será mantido.
- Vale destacar: Florentino Pérez já analisa nomes como Didier Deschamps, enquanto Jürgen Klopp nega contatos.
Quem senta na cadeira de Arbeloa?
O presidente merengue entende que é preciso um perfil capaz de gerir um vestiário repleto de estrelas e, ao mesmo tempo, propor ideias táticas modernas. Klopp, citado pela imprensa espanhola, refutou qualquer negociação no mês passado, quando afirmou estar “focado no projeto Red Bull”. Já Deschamps, que deixará a seleção francesa após o Mundial, ganha força nos bastidores por seu histórico vencedor e bom trânsito com Kylian Mbappé, segundo a emissora francesa “RMC Sports”. Para muitos analistas da ESPN, o francês se encaixaria melhor no modelo de gestão de galácticos do clube.
“Entenderei perfeitamente todas as decisões que o clube tomar”, reconheceu Arbeloa depois da queda para o Bayern nas quartas da Champions.
Poder concentrado e setor médico pressionado
A busca por técnico não é o único ajuste previsto. Com Florentino acumulando decisões, o diretor Santiago Solari tem funções esvaziadas, enquanto o scout Juni Calafat e o CEO José Ángel Sánchez disputam espaço na hierarquia. A insatisfação interna levantada pelo site “The Athletic” sugere a chegada de um diretor esportivo com mais autonomia.
Outro ponto de tensão é o departamento médico. Depois de examinar o joelho errado de Mbappé, o médico Niko Mihic foi demitido em 2023 e recontratado neste ano. Lesões em série expuseram também o preparador físico Antonio Pintus, que perdeu e recuperou terreno em meio às trocas de comissão.
Mercado: quatro carências e uma possível venda de estrela
Sem Toni Kroos desde 2024, a diretoria ainda não trouxe um armador de passe fino. Na zaga, as frequentes lesões de David Alaba e a instabilidade de Antonio Rüdiger devem abrir espaço para reforços que possam se juntar a Éder Militão. A lateral direita carece de sucessor imediato para Daniel Carvajal, e o corredor ofensivo destro precisa de alternativa para equilibrar um ataque cada vez mais concentrado em Vinícius Júnior, Mbappé e Jude Bellingham.
Gestores consultados por “The Athletic” não descartam até a saída de um grande nome – o brasileiro Vinícius, por exemplo, já recebeu sondagem milionária da Arábia Saudita. Pressão não falta: o último título do Real foi a Copa Intercontinental, em dezembro de 2024. A palavra de ordem no Bernabéu é simples e eterna: vencer.
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Crédito da imagem: Divulgação / IMAGO