Contrato travado e caos em Maranello desviaram Senna do cockpit vermelho
Ferrari – Em declaração recente, Jean Todt contou que Ayrton Senna era seu principal alvo para comandar a retomada de resultados da Scuderia em 1994, mas empecilhos contratuais e a turbulência interna em Maranello levaram a equipe a apostar em Michael Schumacher.
- Em resumo: Todt queria Senna como líder do projeto, mas o acordo não avançou.
- Vale destacar: A escolha por Schumacher alterou o curso da Fórmula 1 nos anos seguintes.
Por que o acordo com Senna não saiu do papel
Segundo o ex-chefe de equipe, a negociação esbarrou em cláusulas já firmadas entre Senna, então tricampeão pela McLaren, e a aponta levantamento da ESPN. Além disso, Todt encontrava uma Ferrari sem estrutura técnica consistente e dependente de mudanças profundas, cenário que afastou investidores e retardou decisões estratégicas.
“Ayrton Senna era o ‘plano A’ para a reconstrução da Ferrari”, revelou Jean Todt.
Impacto no grid e no campeonato de 1994
Sem espaço em Maranello, Senna assinou com a Williams e iniciou a temporada de 1994 como favorito natural ao título, mas a tragédia de Ímola interrompeu sua trajetória. Do outro lado, Schumacher permaneceu na Benetton, conquistou seu primeiro campeonato naquele ano e só vestiu vermelho em 1996, já consolidado como estrela do esporte.
A decisão da Ferrari mudou a dinâmica da Fórmula 1: ao concentrar esforços na contratação de Schumacher dois anos depois, a equipe criou as bases para a era dominante do alemão, que lhe rendeu cinco títulos consecutivos entre 2000 e 2004.
O que você acha? Senna teria acelerado o renascimento da Ferrari caso o acordo tivesse sido fechado? Para seguir acompanhando bastidores do automobilismo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / F1