Proposta bilionária inclui aporte imediato e aval da família Lamacchia
Vasco – Nos últimos dias, o clube encaminhou um acordo para repassar 90% de sua SAF ao empresário Marcos Lamacchia, num movimento que pode redefinir o futuro financeiro e político de São Januário.
- Em resumo: Projeto prevê injeção inicial de R$ 500 milhões e absorção de R$ 1,3 bilhão em dívidas.
- Vale destacar: Cláusulas que limitam ações judiciais do clube geram resistência interna.
Aporte, quitação de dívidas e modernização de CTs
A minuta do memorando estima que a operação alcance até R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 500 milhões liberados logo na assinatura, além da assunção de débitos aproximados de R$ 1,3 bilhão. O plano também prevê R$ 150 milhões para a modernização dos centros de treinamento e repasse anual de R$ 20 milhões ao clube social, segundo dados divulgados pelo ge.
A participação de José Roberto Lamacchia, fundador da Crefisa, como avalista reforça a garantia financeira e amplia a confiança de investidores no negócio.
Cláusulas polêmicas acendem alerta político em São Januário
Embora o presidente Pedrinho veja a proposta como solução para sanear contas e tornar o futebol mais competitivo, parte da diretoria critica a autonomia quase irrestrita que a futura administração da SAF teria. O maior ponto de fricção é um dispositivo que proíbe o clube associativo de contestar judicialmente decisões da SAF no futuro — ferida ainda aberta depois do rompimento com a 777 Partners.
A assinatura do memorando é só o primeiro passo: o texto precisa ser submetido a uma Assembleia Geral antes das eleições de novembro, cenário que já aquece o debate entre os grupos políticos vascaínos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Vasco