Derrota em 1950 virou ponto de virada para a identidade da Seleção
Seleção Brasileira – A icônica camisa amarela que simboliza o futebol nacional só nasceu após o traumático 2 a 1 para o Uruguai, em 16/07/1950. Agora, o Museu do Futebol exibe 18 peças originais que contam essa jornada, de Pelé a Vini Jr., em mostra aberta até 6 de setembro.
- Em resumo: Amarelinha surgiu de concurso que exigia as quatro cores da bandeira.
- Vale destacar: Exposição reúne camisas de Copas de 1958 a 2022, incluindo a usada por Pelé em 1970.
Como o Maracanazo abriu caminho para o uniforme mais famoso do mundo
A derrota no Maracanã levou a então Confederação Brasileira de Desportos a lançar, com o jornal Correio da Manhã, um concurso nacional de design. O gaúcho Aldyr Schlee, à época com 19 anos, criou o layout vencedor: camisa amarela com detalhes verdes, calção azul e meiões brancos. Segundo o curador Marcelo Duarte, “Schlee fez mais de 100 esboços até chegar ao modelo final”, lembra ele ao portal ge.
“O torcedor ama essa camisa. Ela virou um símbolo de alegria, brasilidade e moda dentro e fora dos estádios”, destaca Duarte.
Do algodão pesado à peça de alta tecnologia
Além da história estética, a mostra traça a evolução dos materiais: das malhas que encharcavam na chuva às peças modernas, pensadas para uso único e maior desempenho atlético. Para a diretora técnica Marília Bonas, a exposição “mostra como design, bordado e tecnologia caminharam junto com as conquistas em campo”.
O que você acha? A Amarelinha ainda carrega o mesmo encanto de outras épocas? Para seguir acompanhando nosso noticiário sobre a Seleção, visite a editoria de futebol do Rei do Placar.
Crédito da imagem: Divulgação / Museu do Futebol