Federação prepara oferta ousada e busca ajuda de patrocinadores para viabilizar o espanhol
Pep Guardiola – A possibilidade de ver o técnico do Manchester City à frente da Azzurra ganhou força nos últimos dias, quando dirigentes italianos passaram a tratar seu nome como prioridade para comandar a reformulação pós-fracasso das últimas três Copas do Mundo.
- Em resumo: a FIGC planeja ligar para Guardiola antes mesmo da eleição presidencial de 22 de junho.
- Vale destacar: vínculo do espanhol com o City vai até 2027, mas seu futuro na Premier League é incerto.
Contato pode ocorrer antes da troca de comando na FIGC
Segundo publicação da Gazzetta dello Sport, a federação pretende apresentar o projeto ao treinador ainda em maio, aproveitando a brecha entre a final da Copa da Inglaterra e a última rodada da Premier League. O movimento acontece enquanto candidatos ao cargo de presidente da FIGC articulam seus programas para o pleito marcado para 22/6. A informação repercutiu também no portal ge.globo.com, reforçando o caráter ousado da investida.
“Gostaria de ter a experiência de uma Copa do Mundo, uma Eurocopa… Não sei qual seleção me escolherá, mas seria um sonho”, declarou Guardiola em entrevista à ESPN em 2021.
Salário milionário é entrave; aposta recai em patrocinadores
O grande obstáculo está no custo: o catalão recebe 24,8 milhões de euros brutos por temporada em Manchester, valor quase dez vezes superior ao último contrato de Roberto Mancini com a Itália. A FIGC estuda repetir o modelo usado em 2014 com Antonio Conte, quando patrocinadores assumiram parte significativa da folha, para tornar o acerto viável.
Além do respaldo financeiro, o projeto esportivo é outro trunfo. Guardiola, 55 anos, demonstra sinais de desgaste no calendário de clubes e já admitiu que dirigir uma seleção lhe permitiria “desacelerar” mantendo-se competitivo em grandes torneios. Fluente em italiano e ex-jogador de Roma e Brescia, ele tem relação histórica com o país, fator visto como atalho emocional para convencê-lo.
Ex-zagueiro e colaborador da Federação, Leonardo Bonucci endossou publicamente o plano ao afirmar que “ter Pep significaria uma virada radical”. Mesmo sem garantias, o discurso interno é de que “difícil não é impossível” – especialmente depois de três ausências consecutivas em Copas, sequência considerada inaceitável pelo torcedor.
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Crédito da imagem: Divulgação / FIGC