Estudo traça linha do tempo dos propulsores que mudaram o rumo do campeonato
Mercedes – Um levantamento recente detalhou quais fabricantes de motor exerceram maior domínio em cada mudança de regulamento da Fórmula 1, mostrando por que certas marcas se tornaram sinônimo de títulos e recordes ao longo de mais de sete décadas.
- Em resumo: Alfa Romeo abriu a contagem nos anos 50 e a Mercedes reina na era V6 turbo híbrida.
- Vale destacar: Ferrari, Honda e Renault assumiram o protagonismo em diferentes fases, moldando a disputa entre equipes.
De 1950 aos anos 80: a evolução que colocou fogo na rivalidade
A Alfa Romeo venceu os dois primeiros campeonatos (1950-51) com seu 158 de 1,5 L, enquanto a Ferrari despontou assim que o regulamento mudou para 2,5 L aspirado em 1952. Na década seguinte, a marca italiana continuou forte na era 1,5 L, mas dividiu holofotes com BRM e Climax. Já o primeiro boom dos turbos, entre 1977 e 1988, colocou Renault e, depois, Honda no topo graças ao impulso tecnológico que elevou a potência a patamares inéditos.
“A era dos motores V6 turbo híbridos da Fórmula 1 é, de forma geral, dominada pelas unidades de potência da Mercedes, incluindo títulos duplos (pilotos e construtores) entre 2014 e 2020 da equipe de fábrica e 2025 com a cliente McLaren.”
V10, V8 e a supremacia híbrida: como a Mercedes se isolou
Nos anos 90 e início dos 2000, o motor 3,0 L V10 da Ferrari alavancou cinco conquistas seguidas de Michael Schumacher. Na virada para os V8 2,4 L (2006-2013), a Renault brilhou com a Red Bull de Sebastian Vettel, mas ainda viu Ferrari somar três títulos de construtores. Desde 2014, porém, a combinação de eficiência térmica, energia elétrica e confiabilidade colocou a Mercedes em outro patamar, coroada por sete canecos de pilotos e oito de equipes até o fim de 2020, além da capacidade de fornecer propulsores campeões a clientes como McLaren.
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Crédito da imagem: Divulgação / F1