Dirigente vê risco de politização e compara iniciativa ao Nobel da Paz
Federação Norueguesa de Futebol (FNF) — Em entrevista recente, a presidente Lise Klaveness confirmou que levará ao Congresso da Fifa um pedido formal para abolir o Prêmio da Paz, entregue a Donald Trump durante o sorteio da Copa do Mundo de 2025.
- Em resumo: Para a FNF, o troféu fere a neutralidade política exigida pela própria Fifa.
- Vale destacar: Klaveness apoia denúncia ética que pode investigar Gianni Infantino.
Premiação criada por Infantino vira alvo após escolha de Trump
O Prêmio da Paz foi anunciado sem consulta prévia ao Conselho da Fifa e, desde a primeira edição, gerou forte repercussão. A entidade jamais divulgou indicados, jurados ou critérios, o que alimentou suspeitas de uso político. A ausência de transparência é criticada por veículos de referência, como o ge, que lembram a proximidade pública entre Infantino e o ex-presidente norte-americano.
“Queremos que o Prêmio da Paz da Fifa seja abolido. Já existe o Nobel, que faz esse trabalho de forma independente”, afirmou Klaveness ao The Athletic.
Neutralidade em xeque e possível investigação disciplinar
Membro do Comitê Executivo da Uefa, Klaveness argumenta que associações esportivas precisam manter “distância considerável” de líderes de Estado para não comprometer a governança. A dirigente ecoa a ONG FairSquare, que apontou “violações repetidas” do estatuto da Fifa e pediu ação imediata do Comitê de Ética.
Gianni Infantino, por sua vez, já defendeu publicamente que Trump “objetivamente merecia” o prêmio. A fala, porém, não diminuiu o desconforto de diversas federações, que temem ver o futebol transformado em palanque político.
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Crédito da imagem: Divulgação / Fifa