Pressão cresce no Parque São Jorge após alerta de “incerteza relevante”
Corinthians – As demonstrações financeiras de 2025 escancararam um patrimônio líquido negativo de R$ 774 milhões e uma dívida bruta que atinge R$ 2,7 bilhões, acendendo o sinal de alerta sobre a capacidade de o clube manter suas operações no curto prazo.
- Em resumo: Auditoria da Parker Russel questiona a continuidade operacional do Timão.
- Vale destacar: Capital de giro negativo chega a R$ 542 milhões, com geração de caixa modesta de R$ 74 milhões.
Cifras vermelhas desafiam diretoria alvinegra
O relatório, que será apresentado ao Conselho na próxima segunda-feira, detalha déficits acumulados de R$ 1,2 bilhão e um resultado líquido negativo de R$ 143,4 milhões na temporada passada. Segundo especialistas ouvidos pelo ge.globo.com, o tamanho do passivo coloca o Corinthians entre os clubes mais endividados da elite nacional.
“A combinação de alto endividamento, baixa geração de caixa e falhas de controle interno configura uma incerteza relevante quanto à continuidade do clube”, aponta a Parker Russel no parecer que circula entre conselheiros.
Risco de descontinuidade amplia cobrança por transparência
Além dos números assustadores, a auditoria identificou inconsistências na gestão de caixa, fornecedores e direitos de imagem, além da falta de dados completos sobre a Neo Química Arena. Paralelamente, o empresário André Cury questiona o Regime de Centralização de Execuções (RCE) e cobra explicações sobre adiantamentos que superam R$ 70 milhões, incluindo verbas de Nike e Esportes da Sorte.
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Crédito da imagem: Divulgação / Corinthians