Das pressões políticas nos anos 30 à tecnologia que prometeu acabar com o erro humano
Copa do Mundo – Maior vitrine do futebol global, o torneio atravessou quase um século entre polêmicas de apito, golpes de bastidor e investigações policiais que viraram a governança da Fifa de cabeça para baixo.
- Em resumo: Erros crassos e propinas milionárias determinaram resultados, sedes e até queda de presidentes.
- Vale destacar: A introdução do VAR em 2018 elevou a taxa de acerto para 99,3%, segundo a Fifa.
Quando o apito decidiu mais que a bola
O arquivo histórico da competição mostra que, já em 1934, a Itália de Benito Mussolini teria pressionado árbitros para garantir o título em casa. Trinta e dois anos depois, a final de 1966 ficou marcada pelo “gol fantasma” de Geoff Hurst: a bola bateu no travessão, quicou fora da linha, mas foi validada para a Inglaterra. Em 1986, Diego Maradona cunhou a expressiva “Mão de Deus” contra a Inglaterra, reforçando o debate sobre limites da visão humana no campo.
“A taxa de acerto saltou para 99,3% já na fase de grupos da Rússia-2018 depois de 335 checagens do VAR”, apontou relatório técnico oficial da Fifa.
O colapso de 2002 expôs a necessidade de mudança
Na edição conjunta entre Coreia do Sul e Japão, o equatoriano Byron Moreno anulou gol legítimo da Itália e expulsou Francesco Totti por suposta simulação em pênalti claro. O árbitro acabou preso nos EUA em 2010, flagrado com seis quilos de heroína, selando um dos capítulos mais controversos da arbitragem moderna.
Fifa Gate: a bola estourou nos gabinetes
Se o gramado clamava por tecnologia, os escritórios exigiam fiscalização. Em 2015, autoridades suíças, a pedido do FBI, prenderam dirigentes em Zurique e revelaram um esquema de subornos acima de US$ 150 milhões em direitos de TV e escolha de sedes. Joseph Blatter e Michel Platini caíram, e o escândalo reescreveu protocolos de compliance que hoje norteiam os preparativos das Copas.
VAR e IA: a nova era do apito
A aprovação definitiva do árbitro de vídeo aconteceu em 2018. Desde então, sensores na bola, linhas semi-automáticas de impedimento e comunicação em tempo real reduziram brechas para falhas grosseiras – embora decisões interpretativas sigam no centro das discussões.
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Crédito da imagem: Divulgação / Fifa