Neurocirurgião contesta laudos forenses e acusações em tribunal argentino
Leopoldo Luque — médico que liderava os cuidados de Diego Maradona — prestou depoimento no julgamento reaberto recentemente, negou qualquer responsabilidade pelo falecimento do craque em 2020 e atacou pontos do relatório de autópsia.
- Em resumo: Luque se diz inocente da acusação de homicídio com dolo eventual, que pode render até 25 anos de prisão.
- Vale destacar: Outros seis profissionais de saúde também respondem ao processo e mantêm a mesma linha de defesa.
Depoimento inesperado muda cronograma da audiência
O médico surpreendeu a corte ao solicitar a palavra fora da ordem, o que levou à suspensão das demais testemunhas do dia — entre elas Gianinna, filha de Maradona — a pedido do Ministério Público. Em seu relato, Luque refutou a tese de que o ex-jogador teria agonizado por 12 horas, versão sustentada por laudos periciais e amplamente noticiada por veículos como o UOL Esporte.
“Sou inocente e lamento muito sua morte”, declarou Luque diante dos juízes, enfatizando que “reanimaram um cadáver” a pedido da família, o que teria alterado os achados periciais.
Peso histórico e consequências além do tribunal
A morte de Maradona completa quatro anos em novembro, mas continua repercutindo no futebol argentino e mundial. Ícone maior do esporte no país, o ex-camisa 10 faleceu quando se recuperava em casa de uma cirurgia na cabeça. Agora, o tribunal analisa se houve negligência grave na condução desse pós-operatório, tópico que pode redefinir protocolos médicos para atletas aposentados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan