Pressão interna cresce após garantia do Parque São Jorge no acordo fiscal
Corinthians — Um pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile foi protocolado no Conselho Deliberativo, alegando que o recente acordo de R$ 1,2 bilhão com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) violou normas estatutárias e colocou o patrimônio social em risco.
- Em resumo: Parque São Jorge foi oferecido como garantia em negociação para parcelar a dívida em até dez anos.
- Vale destacar: Movimento é liderado por Antonio Roque Cittadini, ex-vice-presidente e voz influente nos bastidores alvinegros.
Parque São Jorge vira pivô da crise
O centro do debate é a utilização do histórico Parque São Jorge, avaliado em cerca de R$ 602 milhões, como garantia para o refinanciamento. Segundo conselheiros, a diretoria não submeteu a operação aos trâmites previstos no estatuto, o que poderia configurar “desoneração patrimonial”. A polêmica ganhou tração depois que veículos como o ge.globo detalharam os termos do acordo.
“Os pagamentos serão divididos em 120 prestações mensais para os débitos não previdenciários e 60 prestações para os previdenciários, com expectativa de quitação em cerca de dez anos”, registra o documento enviado ao Conselho.
Consequências políticas e esportivas para o Timão
O episódio acirra um ambiente já turbulento. Em campo, o Corinthians vive campanha irregular no Brasileirão, trocou de técnico recentemente e flerta com a zona de rebaixamento. Fora dele, a gestão é cobrada por transparência em contratos de segurança, na manutenção da Neo Química Arena e até por supostos funcionários fantasmas — tema levantado em entrevista do próprio Stabile.
O que você acha? A pressão política pode atrapalhar ainda mais a reação do time na temporada? Para acompanhar todas as movimentações do Timão, acesse nossa editoria de Futebol.
Crédito da imagem: Divulgação / Corinthians