Equipe relembra escolhas que antecederam a fase de domínio híbrido
Mercedes – Mais de uma década depois da compra da Brawn GP, dirigentes da fábrica alemã admitem que ainda carregam um “grande arrependimento” ligado à passagem de Michael Schumacher, entre 2010 e 2012, fase que antecedeu a era de conquistas iniciada em 2014.
- Em resumo: decisão técnica daquele triênio é vista como ponto perdido que poderia ter acelerado o sucesso do time.
- Vale destacar: Schumacher teve apenas um pódio pelo time antes da aposentadoria definitiva.
Nascimento do projeto após a compra da Brawn GP
A operação começou no fim de 2009, quando a montadora adquiriu a campeã Brawn GP, rebatizando a escuderia e trazendo força de fábrica de volta ao grid. O retorno foi embalado pela contratação de Schumacher, heptacampeão e peça-chave para acelerar o desenvolvimento interno.
“A montadora alemã marcava seu grande retorno oficial como equipe de fábrica na Fórmula 1”, relembra o dossiê histórico da categoria.
O legado inconcluso de Schumacher
Entre 2010 e 2012, o alemão lutou com um carro que raramente brigava no pelotão da frente. Seu melhor resultado foi o terceiro lugar em Valência-2012; a tão esperada vitória não veio. A equipe reconhece que subestimou áreas de desenvolvimento aerodinâmico e gerenciamento de pneus, fatores que, se ajustados antes, poderiam ter colocado o projeto no trilho vencedor mais cedo.
Curiosamente, muitas das lições desse período serviriam de base para o domínio na era híbrida, quando Lewis Hamilton e Nico Rosberg transformaram a Mercedes em referência. De 2014 a 2021, o time colecionou oito títulos de construtores — contraste que reforça o peso da “oportunidade perdida”. Estatísticas oficiais da Fórmula 1, disponíveis no site da categoria, ilustram a virada: nenhuma vitória nos três primeiros anos, 111 nos oito seguintes.
O que você acha? A Mercedes teria conseguido encurtar a espera por vitórias se tivesse tomado outras decisões na fase Schumacher? Para mais análises sobre automobilismo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / F1