Nova era de motores expõe desafios técnicos e adia reação da equipe austríaca
Red Bull – O começo da atual temporada da Fórmula 1 escancarou um cenário inédito para a equipe comandada por Christian Horner: apesar do status de favorita na pré-temporada, a escuderia registra o ritmo de corrida mais baixo desde 2015, consequência direta do pacote aerodinâmico revisto e do primeiro propulsor de fabricação própria.
- Em resumo: Desempenho de volta da Red Bull é o pior em sete anos, ficando atrás das rivais nas simulações de corrida.
- Vale destacar: Novo motor RBPT ainda carece de confiabilidade e eficiência energética, segundo medições internas.
Por que o projeto 2022/23 patina?
A adoção do efeito solo e o aumento do peso mínimo embaralharam receitas consagradas na fábrica de Milton Keynes. Especialistas apontam que o time perdeu terreno sobretudo em trechos de média velocidade, onde costumava sobrar. Como referência, dados de telemetria divulgados pela ESPN indicam que a Red Bull chega a ser 0s7 mais lenta por volta do que a líder do campeonato em pistas com asfalto abrasivo.
“Internamente, já estava claro que o projeto poderia ter um início difícil, especialmente por causa do primeiro motor de fabricação própria em sua história, porém, a magnitude das dificuldades atuais provavelmente pegou muitos de surpresa.”
Efeito cascata na disputa pelo título
Com pontuação magra nas primeiras etapas, a Red Bull vê a concorrência abrir vantagem estratégica no campeonato de construtores. A última vez que o time começou uma campanha abaixo do top-3 foi em 2015, ano marcado por atritos públicos com a então fornecedora Renault. Agora, mesmo com autonomia total de motor, a equipe lida com sobrepeso no chassi e menor tração na saída de curvas, fatores que comprometem consumo de pneus e ritmo de stint longo.
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Crédito da imagem: Divulgação / F1