Crise financeira escancara falhas de gestão no clube alvinegro
Botafogo – A Justiça do Rio de Janeiro autorizou recentemente o processo de recuperação judicial da SAF, passo decisivo para conter um rombo que ultrapassa R$ 2,5 bilhões e que coloca em xeque a era John Textor à frente do futebol alvinegro.
- Em resumo: Passivo enquadrado na RJ é de R$ 1,286 bi, mas a dívida total já supera R$ 2,5 bi.
- Vale destacar: Clube acusa Textor e Eagle Football de descapitalizar a SAF e de negligenciar aportes prometidos.
Passivo de R$ 1,28 bi e críticas a John Textor
No pedido acolhido pelo juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, a SAF detalha risco de “colapso operacional”, citando bloqueios judiciais, vencimentos antecipados de débitos e ameaça de transfer ban. De acordo com levantamento do ge, trata-se do maior processo de recuperação já visto entre clubes brasileiros.
“A decisão foi tomada diante do grave cenário financeiro, agravado por bloqueios, riscos de transfer ban e severas restrições de caixa que passaram a comprometer a operação cotidiana do clube”, afirma comunicado oficial da SAF.
Recuperação mira estabilidade esportiva e evita sanções
A diretoria aposta no regime judicial para manter salários em dia, preservar empregos e, sobretudo, evitar punições esportivas mais severas impostas pela FIFA. O plano de credores, que ainda será apresentado, terá de equilibrar renegociação da dívida com a necessidade de manter o elenco competitivo no Brasileirão – onde o Botafogo busca repetir o bom primeiro turno da temporada passada.
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Crédito da imagem: Divulgação / Botafogo SAF